sábado, 2 de outubro de 2010

RESENHA DE LIVRO


“Formei-me em publicidade. E agora?” (Ed. Nobel, 2000), escrito pela publicitária Taís Leão, aborda temas relacionados ao dia-a-dia do ambiente profissional e que são de grande utilidade e relevância para o recém-formado.

Fazendo uso de uma linguagem bem simples e direta, a obra basicamente trata-se de uma espécie de manual de comportamento para o recém saído do contexto acadêmico, e tantos outros que desejarem rever seus conceitos acerca de como transitar na concorrida “busca ao ouro” em que se tornou o mercado de trabalho.

Embora o título prenda-se a área publicitária, seu conteúdo pode facilmente ser absorvido por formandos de quaisquer áreas de atuação, em decorrência das situações apresentadas, que poderiam certamente ser vivenciadas muito além de uma movimentada agência de publicidade.

Taís, que possui experiência no treinamento de estagiários, busca guiar o ainda incipiente profissional, a uma bem sucedida carreira através de dicas valiosas e precisas que vão desde como ser um bom profissional a como se comportar numa festa organizada pela empresa, ou ainda, se vestir no ambiente de trabalho, que em muitos casos pode sinalizar a diferença entre estar no mercado de trabalho e o motivo de não estar fazendo parte dele.

O primeiro capítulo apresenta a profissão, e a necessidade de estar envolvido em seu mercado antes da conclusão do curso, porque “depois de formados, se não estivermos envolvidos no mercado de trabalho de maneira formal, dificilmente novas oportunidades surgirão”.

Nos capítulos que se seguem, a autora constrói o perfil comportamental considerado adequado e favorável ao ambiente profissional. Além do talento, necessário na atmosfera publicitária, a educação, a disciplina, o respeito e a seriedade são alguns dos pontos cruciais para que o jovem profissional tenha seu trabalho reconhecido e valorizado no mercado.

Tratando-se do lugar aonde se ganha o pão de cada dia, tudo pode ser levado em conta na hora de garantir ou não a permanência no traiçoeiro mercado, pois quando a concorrência é cada vez mais acirrada, e a empresa quer razões que justifiquem seu investimento no colaborador, algumas regras de etiqueta que podem parecer banais ou desnecessárias fazem a distinção entre aquele que só tem o domínio de uma técnica, daquele que além de dominar a técnica é um profissional educado, discreto, disciplinado.

O livro também em seus capítulos finais trata da demissão, que representa na vida de todo profissional um momento bastante delicado e que o faz manifestar na maioria das vezes, a baixa auto-estima. Apresenta o processo tomado por muitas empresas na dispensa de um funcionário de forma detalhada, que talvez os novatos desconheçam. A autora alerta para esses sinais como uma maneira de se antecipar a esse momento que costuma ser de “vingança, rancor, silêncio pesado, constrangimento, mal estar e, eventualmente, humilhação.

Por fim, aborda a busca de um novo emprego, já que o mercado costuma ser de instabilidade, isso deverá ocorrer em algum momento da vida de um profissional. Traz dicas para que o mesmo se recoloque no mercado de trabalho, avaliando seus equívocos que talvez o fizeram ser dispensado do antigo emprego; e ainda a necessidade de planejar a carreira e identificar novas possibilidades.

O leitor de “Formei-me em Publicidade. E agora?” certamente será enriquecido com dicas de etiqueta simples, porém fundamentais na construção de uma carreira bem alicerçada e resolvida. No mercado em questão, o da publicidade, aonde afloram o ego e a vaidade, tais dicas podem representar muitos pontos positivos no portfólio, não o da capacidade criativa, mas o do ser o profissional respeitável e ético acima de tudo.

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